Aos 57 anos, a assistente administrativa Ieda Soares percebeu que a menopausa trouxe mudanças que ela não esperava. Cansaço, dificuldade de concentração e alterações no corpo passaram a fazer parte da rotina. O que parecia ser apenas uma fase passageira mostrou a importância de compreender as transformações do organismo e buscar orientação médica.
“É semelhante à adolescência. Assim como a puberdade não acontece de um dia para o outro, essa transição também ocorre ao longo de vários anos. A menopausa, que é a última menstruação, é apenas um evento dentro desse processo”
-
📱 Favorite o Giro 61 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
-
✅ Clique aqui para seguir o canal do Giro 61 no WhatsApp
Ana Carolina Ramiro,ginecologista e obstetra do Hospital Regional de Santa Maria
A ginecologista e obstetra Carolina Ramiro, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), explica que climatério e menopausa não são sinônimos. O climatério corresponde a todo o processo de transição hormonal vivido pela mulher, enquanto a menopausa é a última menstruação, confirmada após 12 meses consecutivos sem ciclo menstrual.
Reposição hormonal pode ser uma aliada
Segundo a médica, a redução da produção hormonal costuma começar entre os 40 e 45 anos e pode provocar diferentes sintomas. O mais importante é que a mulher não normalize esse desconforto e procure atendimento médico quando as alterações começarem a interferir na qualidade de vida.
Durante muitos anos, a terapia de reposição hormonal foi cercada por dúvidas e receios. Atualmente, as evidências científicas mostram que, para a maioria das mulheres, o tratamento pode ser feito com segurança, desde que seja indicado e acompanhado por um profissional.
“Hoje sabemos que é um protocolo seguro para a grande maioria das pacientes. Existem contraindicações específicas, como casos de câncer de mama ativo ou histórico da doença, mas cada mulher deve ser avaliada individualmente”, explica Ana Carolina.
Reposição hormonal não substitui hábitos saudáveis
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de mulheres estarão na fase pós-menopausa até 2030. O dado reforça a importância de ampliar o acesso à informação e ao acompanhamento médico para que essa etapa da vida seja vivida com mais saúde e qualidade.
Apesar dos benefícios da reposição hormonal, Ana Carolina Ramiro ressalta que o tratamento deve estar associado à adoção de hábitos saudáveis.
“Atividades como musculação, pilates e exercícios de resistência são muito importantes. Elas ajudam a preservar a massa muscular e a fortalecer os ossos. Ter uma alimentação equilibrada também desempenha papel essencial para a saúde e o bem-estar”, destaca.
Além da prática regular de atividade física e de uma alimentação equilibrada, manter o acompanhamento ginecológico permite identificar precocemente as mudanças hormonais e definir, de forma individualizada, o tratamento mais adequado para cada mulher.
Fonte: Agência Brasília

