Oficinas de muralismo fortalecem vínculos entre saúde, cultura e comunidade no DF

Cores e histórias começam a ganhar forma nos muros das unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal com o Programa de Oficinas e Práticas de Muralismo. A iniciativa promove a integração entre saúde, cultura e arte, contribuindo para o bem-estar da população e para a valorização dos espaços de cuidado. Nesta terça-feira (9), a UBS 1 da Asa Sul recebeu a segunda oficina do programa, reunindo usuários e profissionais de saúde.

A atividade faz parte de uma proposta que transforma vivências e memórias da comunidade em intervenções artísticas permanentes. Para o gerente de Práticas Integrativas em Saúde da Secretaria de Saúde (SES-DF), Marcos Trajano, os murais ajudam a fortalecer o vínculo entre a população e o sistema público de saúde.

Com base no material produzido pelos participantes, é elaborada a arte que será criada em uma das paredes da UBS | Foto:Sandro Araújo/Agência Saúde DF

Entre os participantes da oficina na UBS 1 da Asa Sul estava Ilza Santos, 69 anos, frequentadora das atividades de ginástica, automassagem e do horto da unidade. Em seu desenho, ela retratou plantas cultivadas no espaço e pessoas praticando exercícios físicos, imagens que poderão integrar a composição final do mural.

“Vou ficar muito feliz se alguma parte do meu desenho estiver na parede. É uma forma de contribuir e deixar um pedacinho da minha história registrado aqui”, conta.

“Vou ficar muito feliz se alguma parte do meu desenho estiver na parede. É uma forma de contribuir e deixar um pedacinho da minha história registrado aqui”

Ilza Santos, participante da oficina

A encarregada do processo de sistematização da experiência, Erika Hurtado, destaca que cada oficina traz aprendizados diferentes. “Estamos conhecendo realidades muito diversas e isso nos desafia a criar atividades que dialoguem com cada território. É um processo de troca, criatividade e construção coletiva muito rico”, ressalta.

Impacto social

Além de contribuir para a melhoria da ambiência das unidades, o programa busca aproximar outras iniciativas desenvolvidas nos territórios. Na Asa Sul, por exemplo, a proposta dialoga com uma escola pública vizinha que mantém um projeto de agrofloresta.

*Com informações da Secretaria da Saúde

Fonte: Agência Brasília