Eduardo Pedrosa (União) cumpriu o compromisso assumido com os servidores do Departamento de Trânsito do Distrito Federal. Após meses articulando o tema dentro e fora da Câmara Legislativa, o deputado viu o projeto de reestruturação salarial da categoria ser aprovado na madrugada desta terça-feira (31), com 17 votos favoráveis, em dois turnos e redação final.
A votação aconteceu em clima de tensão. A sessão chegou a ser suspensa por quase cinco horas enquanto se aguardava o envio formal da proposta pelo Governo do Distrito Federal. Nas galerias, os servidores esperaram. Quando o projeto chegou e a sessão foi retomada, pouco antes das 23h, o plenário estava cheio e o quórum, garantido.
“Esses servidores não podiam continuar sendo tratados como se o trabalho deles não tivesse peso. Assumi esse compromisso e trabalhei para honrá-lo”, disse Pedrosa, que nos últimos meses pressionou o Executivo e negociou os termos da proposta com os sindicatos da categoria.
O prazo para votar era curto. O calendário eleitoral veda esse tipo de matéria a partir de 7 de abril, 180 dias antes das eleições. A aprovação na véspera desse limite não foi coincidência: foi resultado de uma articulação que envolveu o deputado, os servidores e o governo.
Com o aval da Casa, o PL nº 2255/2026 segue para sanção da governadora Celina Leão. O texto reajusta as tabelas de vencimento das carreiras de Atividades de Trânsito e de Policiamento e Fiscalização de Trânsito, com novos salários previstos em duas parcelas ao longo de 2026. Os servidores serão reposicionados nas novas tabelas conforme o tempo de exercício, no critério de um padrão a cada 12 meses, sem avaliação de mérito. Aposentados e pensionistas com paridade também serão beneficiados.
O GDF estima impacto de R$ 80,7 milhões entre abril e dezembro deste ano. Para Pedrosa, o número reflete o tamanho da dívida que existia com a categoria. “Mais de doze anos sem uma reestruturação como essa. Era justo. Era necessário”, concluiu o deputado.



