Viajar sozinha ainda é, para muitas mulheres, uma experiência atravessada pelo medo. A insegurança, a falta de informação confiável e a ausência de redes de apoio fazem com que, muitas vezes, o desejo de explorar novos lugares seja deixado de lado. É nesse contexto que surge a startup Sutiãs que Voam, iniciativa brasiliense apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do programa Start BSB (Eixo I, fase de ideação) e executado pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que propõe uma nova forma de pensar o turismo: mais segura, mais conectada e orientada pelas necessidades reais das mulheres.
Idealizada pela empreendedora Juliana Ferreira, a solução nasce de uma experiência pessoal e se transforma em uma ideia coletiva de cuidado, conexão e autonomia. A proposta é direta: permitir que mulheres viagem com mais tranquilidade e liberdade, a partir de roteiros verificados por outras mulheres, conectando viajantes a empreendedoras locais e criando uma rede baseada em confiança.
Quando a experiência pessoal encontra uma solução coletiva
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A percepção de que esse não era um caso isolado, mas uma realidade compartilhada, foi o ponto de virada para transformar a experiência pessoal em um negócio estruturado. Mais do que facilitar viagens, o projeto nasce com um propósito claro: transformar vulnerabilidade em autonomia.
Uma rede de proteção com tecnologia e segurança
Na prática, o Sutiãs que Voam funcionará como uma plataforma digital colaborativa que conecta viajantes a uma rede de prestadoras de serviço formada majoritariamente por mulheres — como guias, motoristas, fotógrafas, artesãs e anfitriãs locais. A solução atua em duas frentes: amplia a segurança de quem viaja e, ao mesmo tempo, fortalece o trabalho de empreendedoras locais, promovendo visibilidade, geração de renda e profissionalização.
Além das viajantes solo, a proposta também considera outras realidades frequentemente negligenciadas pelo setor, como mulheres que viajam com filhos — incluindo crianças com necessidades específicas — e pessoas que desejam viajar acompanhadas de seus pets.

