Os dados da Coordenação de Sistema de Denúncias de Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cisdeca) mostram que, em 2025, foram registradas 3.949 denúncias de violações de direitos no Distrito Federal, com média diária de 11 registros. Em 2026, até o dia 11 deste mês, já foram contabilizadas 1.850 denúncias, elevando a média para 14 casos por dia.
O crescimento também aparece na comparação mensal entre os dois anos:
Os dados da Cisdeca mostram que, em 2025, a faixa etária mais atingida foi a de crianças entre 5 e 8 anos, seguida pelo grupo de 9 a 12 anos. Já no Centro Integrado 18 de Maio, especializado no atendimento a vítimas de violência sexual, as maiores incidências ocorreram entre crianças de 4 a 6 anos e de 10 a 12 anos.
Quanto ao perfil das vítimas, os registros variam conforme a natureza do atendimento realizado em unidade. Na Cisdeca, que recebe denúncias gerais de violações de direitos, houve predominância de vítimas do sexo masculino em 2025, representando 52% dos casos. Já no Centro Integrado 18 de Maio, aproximadamente 72,6% das vítimas atendidas em 2025 eram do sexo feminino, percentual que permaneceu próximo de 70% entre janeiro e abril de 2026.
Os dados também revelam que grande parte da violência ocorre dentro do ambiente familiar, especialmente na residência do núcleo familiar da criança ou adolescente ou na casa de familiares próximos. O cenário reforça a importância da atenção aos sinais, da escuta qualificada e da denúncia.
As regiões administrativas com maior incidência de denúncias e atendimentos registrados foram Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, São Sebastião e Planaltina. Nos dados compilados pelos conselhos tutelares, em 2025, destacam-se ainda Recanto das Emas, com 901 registros; Paranoá, com 306; e Riacho Fundo II, com 252 ocorrências.
Em 2025, o centro prestou atendimento a 379 crianças e adolescentes, resultando em aproximadamente 2 mil encaminhamentos e 2 mil monitoramentos familiares. Já entre janeiro e abril de 2026, foram registrados 94 atendimentos, com cerca de 600 encaminhamentos e 700 monitoramentos.
Além do atendimento direto às vítimas, o centro também promove ações permanentes de fortalecimento da rede de proteção. Somente nos primeiros meses de 2026, foram realizadas palestras para pais e responsáveis, formações para educadores e servidores, reuniões intersetoriais, estudos de caso, capacitações técnicas, visitas institucionais e participação em comitês distritais.
Rede integrada de proteção
Canais de denúncia:
Fonte: Agência Brasília



