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Distrito Federal

Café do DF avança rumo a uma identidade própria no mercado brasileiro

Ultima atualização: 23 de maio de 2026 16:52
Por: Redação
Publicado: 23 de maio de 2026
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Teste sensorial feito com café produzido no Distrito Federal | Fotos: Divulgação/FAPDF

Da produção emergente ao diagnóstico estruturado

“Se o Distrito Federal já apresenta boa produtividade, cafés premiados e condições edafoclimáticas promissoras, por que ainda não conhecemos de forma sistemática a identidade desses cafés?”

Lívia de Lacerda, coordenadora do projeto

O projeto coordenado pela professora Lívia de Lacerda de Oliveira, da Universidade de Brasília (UnB), surge justamente para preencher essa lacuna: transformar percepções dispersas em um diagnóstico estruturado da produção local.

O projeto também contribui para o fortalecimento da infraestrutura científica da Universidade de Brasília e para a formação de recursos humanos qualificados, consolidando uma base técnica que pode sustentar o desenvolvimento da cafeicultura local no longo prazo.

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Visita do grupo de pesquisa a uma produção de café no Gama

O diferencial da pesquisa está na sua abordagem integrada. O café deixa de ser analisado apenas como produto final e passa a ser compreendido como resultado de um sistema complexo, que envolve ambiente, manejo e processamento.

O estudo acompanha toda a cadeia produtiva — do levantamento de dados nas propriedades à análise laboratorial dos grãos e à avaliação sensorial da bebida, conduzida por protocolos reconhecidos internacionalmente, como os da Specialty Coffee Association (SCA).

A caracterização inclui compostos químicos determinantes para a qualidade, como cafeína, açúcares, ácidos clorogênicos e compostos voláteis, além da correlação desses dados com variáveis ambientais, como solo, clima e altitude. “O coração do projeto está justamente no cruzamento dos dados de clima, solo, manejo, composição química e avaliação sensorial”, explica Lívia.

Essa abordagem permite não apenas avaliar a qualidade do café, mas compreender os fatores que a determinam — um passo essencial para o desenvolvimento consistente da atividade.

Bolsista analisa o perfil de açúcares nos grãos

O conceito de terroir diz respeito à relação entre o ambiente de cultivo e as características do produto. Fatores como solo, clima, altitude e manejo influenciam diretamente o sabor, o aroma e a qualidade do café, podendo resultar em atributos únicos que identificam sua origem.

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O estudo acompanha toda a cadeia produtiva — do levantamento de dados nas propriedades à análise laboratorial dos grãos e à avaliação sensorial da bebida, conduzida por protocolos reconhecidos internacionalmente, como os da Specialty Coffee Association (SCA).

A caracterização inclui compostos químicos determinantes para a qualidade, como cafeína, açúcares, ácidos clorogênicos e compostos voláteis, além da correlação desses dados com variáveis ambientais, como solo, clima e altitude.

“O coração do projeto está justamente no cruzamento dos dados de clima, solo, manejo, composição química e avaliação sensorial”, explica Lívia.

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A cordenadora do projeto, Lívia de Lacerda de Oliveira (2ª à esquerda, sentada), com equipe que participa da pesquisa

Impacto estratégico: da pesquisa ao mercado

Os desdobramentos do estudo vão além da produção científica. Ao estruturar um diagnóstico da qualidade e das condições de produção, a pesquisa cria bases concretas para o reposicionamento do café do DF no mercado.

A possível consolidação de uma identidade regional pode: 1) agregar valor ao produto; 2) orientar estratégias de certificação; 3) fortalecer a inserção em mercados mais exigentes; 4) ampliar a competitividade da cadeia produtiva

O futuro: de potencial a origem reconhecida

Ao transformar dados dispersos em evidência científica, o estudo representa um passo decisivo nesse processo. Mais do que confirmar o potencial já identificado, a pesquisa cria as condições para que o Cerrado brasiliense deixe de ser uma promessa e passe a se posicionar como origem — onde ciência, território e produção se encontram para revelar, na xícara, a identidade de um lugar.

*Com informações da FAPDF

Fonte: Agência Brasília

TAG:Café Do Df
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