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Distrito Federal

Chuvas atípicas no período de seca reforçam combate à dengue no DF

Ultima atualização: 20 de junho de 2026 19:03
Por: Redação
Publicado: 20 de junho de 2026
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Agente de saúde orienta senhora sobre cuidados para evitar proliferação do mosquito da dengue |Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Kenia Cristina de Oliveira, bióloga da SES-DF

Segundo a especialista, um contato com a água pode dar origem rapidamente a uma nova geração de mosquitos. “Recipientes aparentemente secos durante a estiagem têm potencial de representar importantes reservatórios de ovos, favorecendo o aumento populacional do vetor com chuvas atípicas ou logo nas primeiras chuvas da estação seguinte.”

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Risco no inverno

Nesse cenário, os cuidados devem continuar, mesmo com a chegada do inverno. Embora as temperaturas mais baixas reduzam a atividade e a velocidade de desenvolvimento do mosquito, elas não costumam ser suficientes para interromper completamente seu ciclo de vida.

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Cuidados devem ser contínuos

Ações de monitoramento e combate à dengue: agentes de saúde conversam com morador sobre os cuidados para prevenir a reprodução do transmissor da dengue

Baldes, tonéis, vasos e pratos de plantas, bebedouros de animais e recipientes usados na irrigação de jardins merecem atenção especial. Pequenas quantidades de água já são suficientes para permitir o desenvolvimento do mosquito vetor.

“O período de frio e seca é estratégico para intensificar as ações preventivas, reduzir a quantidade de ovos presentes no ambiente e minimizar o risco de aumento da transmissão da dengue no próximo período chuvoso”, afirma a bióloga.

Ações da Saúde

Durante todo o ano, a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da SES-DF realiza ações de monitoramento e combate à dengue. Entre elas estão o uso de ovitrampas para acompanhar a circulação do Aedes aegypti nas Regiões Administrativas (RAs); a inspeção de imóveis residenciais, comerciais e terrenos baldios; além da verificação de pontos estratégicos, como borracharias, ferros-velhos, cemitérios etc.

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As ações incluem ainda uso de drones para identificação de potenciais criadouros em áreas de difícil acesso; atividades de educação em saúde para a população; Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em locais de grande circulação de pessoas (escolas, unidades de saúde e estações de metrô); uso de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), que utiliza o próprio mosquito para dispersar larvicida em recipientes de difícil acesso; e capacitação permanente dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas).

Junho sem dengue

Outra frente de combate à dengue ocorreu nesta quinta-feira (18), com a realização da campanha Junho sem Dengue no Gama e em Santa Maria. A ação reuniu Avas e agentes Comunitários de Saúde (ACSs) para visitas domiciliares nas quadras 08, 10, 11 e 12 do Gama Leste. O objetivo foi identificar possíveis criadouros do Aedes aegypti e reforçar a importância das medidas de prevenção.

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Promovida pelo Grupo Executivo Intersetorial de Gestão do Plano de Prevenção e Controle da Dengue da Região Sul (Geiplandengue Sul), a mobilização integra uma estratégia de enfrentamento às arboviroses e terá continuidade na sexta-feira (19).

Durante as visitas, os agentes também orientaram os moradores sobre a separação de materiais inservíveis que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito. O recolhimento desses itens será realizado nos dias 22 e 23 de junho pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e pela Administração Regional do Gama.

*Com informações da SES-DF

Fonte: Agência Brasília

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