O ministro da Fazenda, Dario Durigan, planeja debater novas medidas fiscais com Lula logo após o término da viagem internacional do chefe do Executivo, prevista para encerrar em 15 de novembro. O presidente cumpre agenda na 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), na Turquia, além de assumir compromissos nas Filipinas.
Encontro estratégico em Brasília A decisão de alinhar as diretrizes econômicas ocorreu em um encontro no Palácio da Alvorada, na capital federal, que reuniu ministros, ex-gestores da pasta e especialistas em economia para analisar o cenário nacional e os principais desafios dos próximos anos. Embora as contas públicas estivessem no centro do debate, o grupo não definiu ações concretas de ajuste imediato.
“Não há fórmula mágica, mas manutenção dos compromissos fiscais”, afirmou o ministro.
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A estratégia da equipe econômica é estruturar propostas que unam a responsabilidade nas contas públicas com a preservação das metas sociais do governo para o quarto mandato presidencial, que começa em janeiro de 2027.
Diagnóstico da economia nacional Durante as conversas, os participantes concordaram sobre o panorama atual do país, destacando o impacto das taxas de juros e o ambiente internacional desfavorável. O Banco Central surpreende e mantém juros básicos em 13,75% ao ano, decisão que repercutiu fortemente e levou a manutenção da taxa Selic em 13,75% gera fortes críticas do setor produtivo.
“Foi uma reunião boa, convergente em termos de diagnóstico”, declarou Durigan, explicando que ele e Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, estruturarán as propostas conjuntas.
“Eu e Moretti vamos considerar o que foi dito hoje para apresentar medidas ao presidente na volta da viagem dele”, disse.
Crescimento da dívida pública O avanço nos números da dívida brasileira intensifica a urgência por novas diretrizes econômicas. Informações do Banco Central indicam que a dívida bruta do governo geral atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto em setembro, o que representa R$ 11,1 trilhões, um salto expressivo em relação aos 71,7% contabilizados no final de 2022.
O governo também planeja priorizar setores estratégicos e garantir superávits primários futuros.
“Vou definir a agenda de desenvolvimento, estabelecer quais são as prioridades em quais setores. Sempre com compromisso com o fiscal, de garantir superávits nos próximos anos”, afirmou.
Participação e próximos passos O formato de consultas continuará ativo. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi convidado, mas não compareceu devido ao período de silêncio do Comitê de Política Monetária após a decisão da taxa básica. Enquanto o mandatário estiver no exterior, o Ministério da Fazenda manterá o diálogo aberto com a sociedade civil e o mercado financeiro.
“Vou seguir na escuta enquanto o presidente estiver viajando”, declarou.
A expectativa é que o governo mantenha o foco na estabilização macroeconômica sem descuidar da rede de proteção social nos próximos anos de gestão.

