A Procuradoria-Geral da República solicitou ao Supremo Tribunal Federal a interrupção imediata de todos os processos judiciais espalhados pelo país que questionam a legalidade da medida governamental que vetou o funcionamento das chamadas casas de apostas online.
Insegurança jurídica no setor
O pedido de suspensão de ações contra bets foi protocolado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, sob a justificativa de que a onda de sentenças divergentes em tribunais inferiores compromete a estabilidade das normas e gera um cenário de instabilidade no sistema jurídico nacional.
Impacto das decisões e trâmite no STF
De acordo com a manifestação enviada à mais alta corte do país, a paralisação dos litígios deve vigorar até que o plenário formule um entendimento definitivo sobre a constitucionalidade do tema, evitando conflitos interpretativos. Recentemente, a Justiça suspendeu funcionamento de três casas de apostas online que haviam obtido autorização provisória para operar.
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A petição oficial detalha o escopo da medida pleiteada pelo órgão ministerial.
“A Procuradoria-Geral da República entende, portanto, ser caso de deferimento da medida excepcional de suspensão de processos, para sobrestar, em âmbito nacional, o trâmite de todos os feitos que tenham por objeto a constitucionalidade da Medida Provisória 1.394/2026, até o julgamento definitivo da controvérsia constitucional pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou Gonet.
Próximos passos da corte
O documento elaborado pela chefia do Ministério Público Federal foi direcionado ao gabinete do ministro Luiz Fux, que atualmente responde como relator de quatro processos distintos focados na discussão sobre a validade da norma que restringe o mercado de apostas virtuais no território brasileiro.

