Garantir acesso a benefícios, orientar familiares e auxiliar pacientes em situação de vulnerabilidade fazem parte da rotina da equipe de Serviço Social do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Nesta quinta-feira (15), data em que é celebrado o Dia do Assistente Social, os profissionais da unidade receberam homenagens em reconhecimento ao trabalho desenvolvido junto aos usuários durante todo o período de internação.
Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o HRSM conta atualmente com 19 profissionais distribuídos em diferentes áreas assistenciais. A atuação do grupo contribui para um cuidado mais integrado, humanizado e eficiente, conectando assistência em saúde, suporte familiar e garantia de direitos.
A programação em homenagem à categoria contou com café especial, palestras e entrega de lembranças, destacando a importância de um trabalho que vai além do acompanhamento hospitalar e impacta diretamente a continuidade do cuidado após a alta.
Garantia de direitos e continuidade do cuidado
Formada há mais de 30 anos em Serviço Social, Divina Pereira de Melo explica que o acompanhamento começa ainda nos primeiros momentos da internação. “Quando chegamos ao leito, fazemos questão de explicar ao paciente qual é o nosso papel. O primeiro passo é realizar uma admissão social, por meio de entrevista, para compreender a realidade daquela pessoa, sua rede de apoio e possíveis situações de vulnerabilidade”, afirma.
Segundo ela, o atendimento busca identificar fatores sociais, econômicos e familiares que possam interferir diretamente no tratamento e na recuperação. Crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e mulheres em situação de violência estão entre os públicos que recebem atenção prioritária, conforme previsto em lei. “A intenção é compreender o contexto em que aquela pessoa vive, se possui apoio familiar, se já é acompanhada pelos serviços socioassistenciais ou se precisa de algum encaminhamento. Isso contribui para uma alta mais organizada e para a continuidade do cuidado após a saída do hospital”, destaca.
Além do suporte aos pacientes, a equipe mantém articulação constante com a rede socioassistencial e outros órgãos públicos, como Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), Conselho Tutelar, Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Em muitos casos, os profissionais auxiliam na emissão de documentos, acesso a benefícios e encaminhamentos necessários durante e após a internação.
Preparo técnico e sensibilidade
De acordo com a chefe do Serviço Social do HRSM, Léia Tibério, atuar na área hospitalar exige competências técnicas, éticas e relacionais. Entre as principais habilidades estão a escuta qualificada, o acolhimento humanizado, a comunicação assertiva e a capacidade de trabalho em equipe multiprofissional.
“É uma atuação que exige sensibilidade social, compromisso ético e preparo para lidar com situações de crise e vulnerabilidade. Também temos a missão de defender a dignidade humana e assegurar os direitos dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”, ressalta.
Ela acrescenta que os desafios acompanham a complexidade da assistência em saúde. A alta demanda de atendimentos, os casos sociais delicados, a fragilização de vínculos familiares e as dificuldades de acesso à rede de proteção estão entre as principais situações enfrentadas diariamente pela equipe.
A programação também contou com palestras conduzidas por Jaqueline Oliveira Fonseca, do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (Nurad), e Cristian da Cruz Silva, profissional da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Santa Maria e atuante nas Práticas Integrativas em Saúde.
Fonte: Agência Brasília



