Brasil cria 121,3 mil vagas formais de trabalho em setembro

Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged

O mercado de trabalho brasileiro registrou a criação de 121,3 mil vagas formais de trabalho com carteira assinada no mês de setembro, conforme os números divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O indicador oficial mensura o resultado líquido entre novas contratações e desligamentos no período.

Desempenho setorial e os principais geradores de postos A abertura de postos em setembro superou em 24,7% o volume registrado em agosto, quando o país contabilizou 161 mil novos empregos. Em contrapartida, na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma retração de 43,5%, cenário influenciado pela política de juros altos e pela desaceleração econômica geral. No acumulado de janeiro a setembro, o Caged computou 1.248.914 vagas formais, ante 1.731.398 no mesmo intervalo de 2025.

Quatro dos cinco grandes ramos econômicos fecharam o mês no azul, com exceção da agropecuária. O setor de serviços liderou isoladamente com 81.241 postos abertos, seguido pela indústria com 19,2 mil, comércio com 15,6 mil e construção civil com quase 9,4 mil. O único saldo negativo partiu do setor agropecuário, que eliminou 4,3 mil vagas devido à entressafra e ao início das atividades de plantio.

Análise regional e salários médios no país No recorte geográfico, todas as cinco regiões brasileiras apresentaram saldo positivo na abertura de postos. O Nordeste despontou na frente com 49,1 mil vagas, seguido pelo Sudeste com 39,4 mil. Entre os estados, 26 registraram resultados favoráveis, com destaque para São Paulo, Pernambuco e Alagoas, enquanto o Rio Grande do Sul figurou como a única unidade da Federação no vermelho, encerrando o mês com mais demissões devido ao término da safra de fumo e à retração varejista.

O rendimento médio real de admissão fixou-se em R$ 2.429,41 no mês de setembro. O montante representa um recuo sutil de R$ 1,10 frente a agosto, mas mantém alta de R$ 44,90 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com o avanço das contratações líquidas, o total de trabalhadores com vínculo formal no país alcançou a marca de 48,35 milhões ao término do período analisado.

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