As obras na Epig voltadas à construção de quatro passagens subterrâneas já concluíram as etapas de fundações e lajes de cobertura, trazendo ótimas perspectivas para pedestres, motoristas, ciclistas e moradores do Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal. Sob a coordenação da Secretaria de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal, a intervenção viária recebeu um aporte de R$ 5,11 milhões, enquanto o remanejamento da adutora correspondente demandou outros R$ 12,17 milhões, totalizando R$ 17,28 milhões em investimentos públicos.
H2: Engenharia subterrânea e tráfego livre
Distribuídos estrategicamente ao longo da rodovia, os novos túneis iniciam em frente ao edifício-sede da Polícia Civil do Distrito Federal, sucedendo-se a cada 500 metros no sentido SIG. A execução utiliza a metodologia cut and cover (trincheira coberta), um modelo que ergue primeiro as paredes e a laje superior para viabilizar a escavação inferior posterior.
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O engenheiro da Secretaria de Obras responsável pelas intervenções, Bruno Almeida, destaca a eficiência do modelo. “A gente executa primeiro as fundações, faz os pilares e depois a laje. Com a laje pronta e consolidada, como já está, e o trânsito em circulação regular por cima, a gente começa as escavações pelas entradas das travessias. A escavação vai ser por baixo, e a gente mantém o trânsito em operação sem nenhum tipo de interrupção ou desvio. A gente faz o trabalho subterrâneo e, depois, aplica a pavimentação, o meio-fio e os acabamentos para a liberação ao pedestre”, explica.
H2: Modernização do saneamento sem interrupções
Para viabilizar a abertura dos túneis e atualizar o saneamento regional, a Caesb aplicou R$ 12,17 milhões de recursos próprios na substituição de 1.044 metros de tubulações em polietileno de alta densidade (PEAD). No sistema de esgotamento, ocorreram adequações em 648 metros do interceptor que transporta efluentes para a Estação de Tratamento de Esgoto Brasília Sul, preservando o abastecimento de água do Plano Piloto, Taguatinga, SIA, SCIA e Guará através de métodos não destrutivos.
O presidente da Caesb, Luís Antônio Almeida Reis, ressalta o cuidado técnico com a população e a eficiência das soluções adotadas. “Nós fizemos a rede paralela à rede anterior, então o abastecimento não parou nem vai parar em momento algum. A maior parte é em método não destrutivo (MND), onde a comunidade praticamente não vê a obra. As interrupções para a ligação final são sempre pequenas e programadas para horários de baixo consumo ou fins de semana. É uma operação invisível para a comunidade, sem afetar a vida das pessoas”, explica Reis.
H2: Acessibilidade e integração com o transporte
Com 120 metros de extensão por 5 metros de largura, as estruturas evitam curvas de 90 graus para assegurar visibilidade limpa e direta. O projeto arquitetônico integra calçadas, ciclovias e abrigos do novo corredor de BRT. A Secretaria de Obras também avalia a implantação de pequenos comércios nos arredores para dinamizar o espaço urbano.
Almeida detalha as soluções voltadas ao bem-estar e à segurança dos usuários. “O pedestre, ao entrar na passarela, consegue enxergar o outro lado, sem viradas de 90 graus. Nos trechos do canteiro central, o espaço fica totalmente aberto, com iluminação natural e sem aquele sentimento de confinamento. Além disso, sugerimos espaços para comércio ao redor, como venda de água de coco ou aluguel de bicicleta, o que traz movimento e reforça a segurança. Nós projetamos acessos amplos nas extremidades, com escadas e rampas para total acessibilidade. Nos canteiros centrais, onde a passagem fica aberta para a luz do dia, as rampas dão acesso direto aos abrigos de ônibus e do BRT, às calçadas e às ciclovias. O projeto junta amplitude, iluminação natural e integração com o transporte público”, acrescenta o engenheiro.
H3: Impacto direto na rotina da comunidade
Atendente em um estabelecimento no Sudoeste, Maísa Cristina da Luz Carvalho, 28 anos, mora em Ceilândia e compartilha a expectativa em relação à nova infraestrutura. “Hoje, a travessia demora muito por causa do tempo do sinal e, às vezes, temos que esperar bastante para cruzar a pista. Saber que a nova passarela terá essa visibilidade total de um lado para o outro e uma estrutura ampla traz a expectativa de uma travessia muito mais rápida e segura para o nosso dia a dia”, comenta.
A diarista Maria de Lourdes Lucena, 61 anos, moradora do Paranoá, que trabalha nas regiões do Sudoeste e do Park Sul, também destaca a relevância dos investimentos públicos. “É muito difícil atravessar, porque o trânsito é intenso e o semáforo demora. A gente sempre passa com dificuldade, e, à noite, é pior ainda por causa do movimento. A passarela subterrânea vai ser uma maravilha e facilitar demais a vida da gente que trabalha aqui todos os dias. Vai ser ótimo para todo mundo”, comemora.

