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Distrito Federal

Conheça a rotina das famílias em uma unidade de acolhimento institucional do DF

Ultima atualização: 28 de maio de 2026 20:42
Por: Redação
Publicado: 28 de maio de 2026
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Crianças brincam com bola de futebol na unidade de acolhimentoda Casa da Criança Batuíra, em Ceilândia |Fotos: Cynthia Ribeiro/Sedes

“O serviço permite que eles permaneçam próximos de seus familiares em um ambiente seguro, acolhedor e estruturado, fortalecendo vínculos afetivos e garantindo acompanhamento especializado para toda a família”

Giselle Ferreira, secretária de Desenvolvimento Social

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Esse serviço foi criado para acolher bebês, crianças e adolescentes junto com suas mães, ou tia, avó, uma parente responsável por eles. O objetivo é oferecer para esse jovem a segurança e o conforto do acolhimento, sem que ele perca o vínculo com a família. Eles estudam em uma escola próxima, têm um espaço para brincar, fazer as refeições, um local limpo com camas para dormir junto com seus familiares e ter um crescimento saudável. Não é pernoite, é moradia temporária, onde eles são acompanhados por uma equipe socioassistencial e têm acesso também a políticas públicas.

Hoje, são 24 pessoas acolhidas. O serviço oferece, no máximo, 50 vagas, que são destinadas por meio da Central de Acolhimento para Crianças e Adolescentes. “A solicitação de vaga é mediada por um estudo de caso. As demandas que estão vindo, atualmente, são da Vara da Infância, do próprio serviço de acolhimento familiar de adultos e famílias. É a equipe de lá que enxerga alguma potencialidade para o acolhimento conjunto”, detalha Natália Fragoso.

Casa destinada ao acolhimento conjunto tem oito quartos com beliches e camas, com armários separados para cada família

Natália Fragoso, coordenadora técnica do serviço de acolhimento conjunto da Casa da Criança Batuíra

A casa destinada ao acolhimento conjunto tem oito quartos com beliches e camas, com armários separados para cada família para eles guardarem brinquedos e pertences. Tem banheiros, sala de estar e de televisão para convivência e horários pré-estabelecidos, de forma que haja convivência harmoniosa entre eles. “Temos regras de convivência, horário para televisão. Temos uma organização da escala da limpeza da casa, tanto das áreas comuns como dos banheiros e dos quartos. Nós sempre enfatizamos que o acolhimento é transitório, então, elas precisam aprender a se organizar quanto à limpeza, quanto à higienização, porque elas vão ter isso na casa delas”, destaca Natália. “As crianças que estão aqui têm rotina de ir para a creche e a escola. As mães levam e buscam. É como se fosse a casa delas mesmas, mas em um período transitório”, complementa.

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Segundo Natália Fragoso, a limpeza da casa fica por conta dos próprios moradores, que se revezam para manter tudo limpo e organizado. “Temos a escala de quem vai ficar no banheiro hoje, de quem vai ficar na limpeza da sala, quem vai ficar na limpeza das áreas comuns, isso tudo é organizado pela equipe técnica, pela equipe de cuidadores. Nós temos a lavanderia, onde também é feita uma escala. Aí sempre pedimos que essa organização seja feita de manhã, para dar tempo de lavar estender e secar, de forma que a família do outro dia possa utilizar.”

Na casa de acolhimento, em todos os dias e turnos, há profissionais da equipe multidisciplinar que acompanham os acolhidos na casa. As mães podem sair para trabalhar, enquanto os filhos ficam seguros. Ou seja, a unidade funciona como uma moradia normal, para oferecer mais segurança às famílias. As visitas, no entanto, são avaliadas caso a caso. “Nós avaliamos avalia essa visita porque muitas mulheres estão sob algum tipo de risco, com medidas protetivas. Por isso, temos que avaliar se, de fato, vai ser uma visita que será benéfica”, explica Natália,

Fonte: Agência Brasília

TAG:Acolhimento De Famílias Em Situação De Vulnerabilidade
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