Douglas Santos traz vivência do ouro olímpico para buscar o hexa

Douglas Santos traz vivência do ouro olímpico para buscar o hexa

A conquista, à época, inédita, contou também com o zagueiro Marquinhos e o atacante Neymar. Uma experiência que o defensor do Zenit, da Rússia, traz para a caminhada em busca do hexa mundial.

“A Copa do Mundo seria um feito inesquecível para todos. Estamos trazendo a vivência daquela Olimpíada, sabendo que temos muito a entregar ainda”, acrescentou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), no The Ridge, hotel em que a delegação está hospedada em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Foram nove anos de espera até receber uma nova oportunidade com a Amarelinha, em 2025, determinante para cair nas graças do técnico Carlo Ancelotti.

Na disputa pela vaga de titular na Copa do Mundo, Douglas Santos superou a concorrência com o experiente Alex Sandro, que está no terceiro Mundial da carreira. O lateral, de 32 anos, vem sendo elogiado pelas atuações regulares – o famoso “feijão com arroz” – e a parceria com o atacante Vinícius Júnior, que também atua pelo lado esquerdo.

“Eu preciso ter uma boa leitura quando o Vini pega a bola, saber o momento certo de fazer a ultrapassagem [e gerar opção no ataque] e estar vigilante para, se o Vini perder a bola, poder recuperar e a equipe adversária não ter uma transferência ofensiva rápida. Tenho falado muito com o mister [Ancelotti] para estar atento a essas situações”, descreveu o camisa 16.

Acho que esse feijão com arroz bem temperado que todo mundo está falando é fazer o simples com excelência. Eu me preparei muito para chegar à seleção brasileira depois de nove anos. Não queria perder essa oportunidade e estou fazendo tudo que o mister vem pedindo. Vou continuar dando meu melhor para que esse feijão com arroz bem temperado possa continuar alegrando todo torcedor brasileiro”, completou.

Em meio à euforia com a vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, na terça-feira (30), o técnico norueguês, Stale Solbakken, encerrou a fala aos jogadores dizendo para Ancelotti “esperar”, que eles estavam “chegando”.

Posteriormente, o treinador se manifestou dizendo que não se tratava de uma provocação. Douglas Santos, porém, admitiu que o discurso serviu de motivação para o elenco, recordando a declaração do atacante japonês Kento Shiogai, de que o Brasil “não era como antigamente”, dias antes de a seleção brasileira vencer o Japão por 2 a 1 na segunda-feira (29), em Houston, e se classificar às oitavas.

“Vocês [jornalistas] viram a vontade e a garra que estávamos, mesmo depois de tomarmos o gol. Continuamos focados, jogando com paciência. Graças a Deus, respondemos jogando futebol”, finalizou o lateral, que atua no Zenit.

Relacionadas
Festejado, Raphinha treina e se aproxima de retorno à Copa do Mundo
Matheus Cunha agradece “respeito” ao Brasil, mas rechaça favoritismo
Egito bate Austrália nos pênaltis e avança pela 1ª vez às oitavas

Fonte: Agência Brasil