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Distrito Federal

Encontro discute cuidados e proteção de jovens nas redes sociais

Ultima atualização: 24 de abril de 2026 19:57
Por: Redação
Publicado: 24 de abril de 2026
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Organizado pela Assessoria Especial de Cultura de Paz nas Escolas da SEEDF, o evento lotou o auditório Neusa França com profissionais da educação que buscam capacitação sobre o assunto para estarem cada vez mais preparados para lidar com situações que envolvam bullying, cyberbullying, violência sexual, entre outros crimes cibernéticos ou não.

Presente na abertura do evento, a secretária de Educação do DF interina, Iêdes Braga, destacou a importância da formação. “Nós precisamos estar atentos às condições do bullying, que não acontece só nas escolas, acontece em todos os espaços. A gente vive um momento em que o cyberbullying tem sido um grande vilão na vida dos nossos estudantes. Precisamos usar as redes sociais de forma consciente”.

A secretária de Educação do Distrito Federal interina, Iêdes Braga, fala sobre a importância de abordar o tema com a comunidade escolar | Fotos: Felipe de Noronha/Ascom SEEDF

Acompanhamento e identificação de sinais

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O abandono digital refere-se a uma forma de negligência dos responsáveis, marcada pela falta de cuidado, proteção e orientação dos filhos no ambiente online. Quando crianças e adolescentes têm acesso livre e excessivo aos conteúdos da internet, sem o devido acompanhamento dos pais nesse universo digital, podem ser expostos a situações de risco e vulnerabilidade.

Delegado daPolícia Federal Thiago Medeiros concede palestra aos profissionais da educação sobre crimes cibernéticos

Portanto, o intuito da palestra concedida pelo delegado da Polícia Federal, Thiago Medeiros, é capacitar educadores em relação à temática da violência sexual infantojuvenil, perfis e sinais identificadores do abuso, bem como quanto à atuação em âmbito escolar e quais procedimentos a serem adotados no caso de suspeita de abuso sexual (abrangendo tópicos de segurança online e offline).

Segundo dados oficiais do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, de 2024, a cada 100 mil habitantes, 41,2 já foram vítimas de estupro de vulnerável, e 80% dessas vítimas são menores de 18 anos. Um dos dados mais impressionantes é que 84,7% dessas pessoas foram abusadas por pessoas conhecidas ou familiares.

Uma das espectadoras da palestra, a servidora da Unidade de Gestão Articuladora da Educação Básica (Unigaeb), Natalia Acioly, comentou. “A escola é um lugar onde tudo eclode, inclusive esses problemas sociais, de abuso infantil, tudo aparece dentro da escola, é o primeiro refúgio que a criança tem, depois do seu convívio mais direto com seus familiares, então, geralmente, ela procura um professor, alguém da escola para tentar ajudá-la a sair dessa situação”.

A equipe da Assessoria Especial da Cultura de Paz nas Escolas organizou o encontro dos servidores com o delegado da Polícia Federal
  • Grande quantidade de horas em redes sociais e pouca vigilância dos responsáveis;

  • Crianças carentes emocionalmente (necessidade excessiva de afeto e atenção);

  • Existência de alguma vulnerabilidade prévia (introspecção, deficiências, depressão, etc);

  • Histórico de bullying;

  • Ambiente familiar conflituoso.

– Sinais identificadores físicos:

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  • Dor ou irritação na área anogenital ou alterações clínicas (hematomas, assaduras constantes, corrimentos, sangramento, infecção de repetição, infecções urinárias, etc);

  • Dificuldades em urinar ou evacuar, escapes frequentes (diurnos ou noturnos);

  • Doenças sexualmente transmissíveis;

  • Gestação.

– Sinais identificadores sociais:

  • Mudanças comportamentais radicais, súbitas e incompreensíveis (oscilações de humor, agressividade, medo e/ou pânico);

  • Tendência ao isolamento social, apresentando poucas relações com colegas e companheiros;

  • Tristeza, abatimento profundo ou depressão crônica;

  • Culpa e autolesão;

  • Recusa de estabelecer contato físico;

  • Medo de pessoas ou lugares específicos (casa, escola, etc);

  • Comportamentos infantis repentinos (urinar nas calças, na cama, em público);

  • Silêncio predominante;

  • Dificuldade de concentração e queda de rendimento escolar;

  • Curiosidade sexual, interesse ou conhecimento súbito e não usual para sua idade sobre questões sexuais.

– Para os educadores terem melhores condições de identificar e acolher:

  • Observar sempre seus alunos, criando vínculos com eles, principalmente com os “mais problemáticos’ ou com os mais “tímidos”;

  • Manter registros sobre o desempenho/histórico escolar do aluno;

  • Conversar com o (a) aluno (a) quando perceber alterações no comportamento e humor;

  • Demonstrar disponibilidade para conversar e buscar um ambiente acolhedor para a conversa;

  • Ouvir atentamente, sem interromper, e não pressionar para obter informações;

  • Utilizar linguagem acessível à criança/adolescentes;

  • Levar a sério tudo o que ouvir, sem julgar, criticar ou duvidar do que a criança-adolescente diz;

  • Manter-se calmo e tranquilo, sem reações extremadas ou passionais;

  • Expressar apoio, solidariedade e respeito.

*Com informações da Secretaria de Educação do DF

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Fonte: Agência Brasília

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