O Governo do Distrito Federal (GDF) tem intensificado as ações para fortalecer a capacidade assistencial da rede pública de saúde, aliando a redução das filas de cirurgias eletivas a um amplo plano de modernização hospitalar. Com a meta de oferecer estruturas mais adequadas a pacientes e profissionais, as iniciativas integram o Programa Opera DF e um pacote de obras que supera a marca de R$ 2,2 milhões em internveções no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Para acompanhar os resultados dos investimentos e vistoriar as intervenções na infraestrutura, a governadora Celina Leão visitou a unidade na manhã desta segunda-feira (22).
Segundo a chefe do Executivo, a estratégia do GDF tem sido ampliar a capacidade cirúrgica da rede pública enquanto procedimentos de menor complexidade são absorvidos pela rede privada credenciada, garantindo mais fluidez no atendimento.
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“A lógica de toda essa engenharia que nós estamos fazendo é a de pegar as cirurgias eletivas de menor complexidade e levar para a rede privada. Nós já contratamos mais de 20 mil. Até sexta-feira passada, eram 10 mil pessoas chamadas; hoje nós já temos 12 mil pessoas convocadas. Já temos 5 mil pessoas operadas. Então, estamos com uma fluidez muito grande”, afirmou Celina Leão.
O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada. A estratégia tem garantido procedimentos em especialidades bastante demandadas, como oftalmologia, urologia e cirurgias gerais, vasculares e de cabeça e pescoço.
Para ser contemplado dentro do programa, é importante que o paciente mantenha seus dados cadastrais atualizados. “Estamos tendo um pouquinho de abstenção também, de faltas, de pessoas que estavam marcadas para operar e não estão aparecendo. Então, a gente faz esse apelo para que prestem atenção às notificações da regulação, porque essa pessoa deixa de tirar a vaga de outra que está precisando”, alertou Celina Leão.
Uma das grandes inovações do programa é o reforço nas equipes de anestesiologia: a contratação de cerca de 5,4 mil horas desses especialistas viabilizou o uso contínuo dos centros cirúrgicos, inclusive com a implementação de escalas noturnas.
Aliado a isso, um trabalho técnico e contínuo de qualificação das filas de cirurgia do DF resultou na retirada recente de 3 mil registros de pedidos que já haviam sido atendidos ou cancelados, otimizando os recursos assistenciais.

