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Distrito Federal

GDF investe mais de R$ 2,2 milhões no Hran e acelera cirurgias com o programa Opera DF

Ultima atualização: 22 de junho de 2026 17:19
Por: Redação
Publicado: 22 de junho de 2026
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O Governo do Distrito Federal (GDF) tem intensificado as ações para fortalecer a capacidade assistencial da rede pública de saúde, aliando a redução das filas de cirurgias eletivas a um amplo plano de modernização hospitalar. Com a meta de oferecer estruturas mais adequadas a pacientes e profissionais, as iniciativas integram o Programa Opera DF e um pacote de obras que supera a marca de R$ 2,2 milhões em internveções no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Para acompanhar os resultados dos investimentos e vistoriar as intervenções na infraestrutura, a governadora Celina Leão visitou a unidade na manhã desta segunda-feira (22).

Segundo a chefe do Executivo, a estratégia do GDF tem sido ampliar a capacidade cirúrgica da rede pública enquanto procedimentos de menor complexidade são absorvidos pela rede privada credenciada, garantindo mais fluidez no atendimento.

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“A lógica de toda essa engenharia que nós estamos fazendo é a de pegar as cirurgias eletivas de menor complexidade e levar para a rede privada. Nós já contratamos mais de 20 mil. Até sexta-feira passada, eram 10 mil pessoas chamadas; hoje nós já temos 12 mil pessoas convocadas. Já temos 5 mil pessoas operadas. Então, estamos com uma fluidez muito grande”, afirmou Celina Leão.

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O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada. A estratégia tem garantido procedimentos em especialidades bastante demandadas, como oftalmologia, urologia e cirurgias gerais, vasculares e de cabeça e pescoço.

O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada| Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Para ser contemplado dentro do programa, é importante que o paciente mantenha seus dados cadastrais atualizados. “Estamos tendo um pouquinho de abstenção também, de faltas, de pessoas que estavam marcadas para operar e não estão aparecendo. Então, a gente faz esse apelo para que prestem atenção às notificações da regulação, porque essa pessoa deixa de tirar a vaga de outra que está precisando”, alertou Celina Leão.

Uma das grandes inovações do programa é o reforço nas equipes de anestesiologia: a contratação de cerca de 5,4 mil horas desses especialistas viabilizou o uso contínuo dos centros cirúrgicos, inclusive com a implementação de escalas noturnas.

Aliado a isso, um trabalho técnico e contínuo de qualificação das filas de cirurgia do DF resultou na retirada recente de 3 mil registros de pedidos que já haviam sido atendidos ou cancelados, otimizando os recursos assistenciais.

“Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade. Nós mapeamos todos os centros cirúrgicos dos hospitais e identificamos necessidade de reforma, de insumos e de reforço de equipe. Quando resolvemos essas questões, conseguimos potencializar os centros cirúrgicos para ter maior número de cirurgias”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.

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Reformas

Paralelamente à ampliação cirúrgica, o Hran passa por transformações físicas focadas no acolhimento. As obras atualmente em execução somam cerca de R$ 411 mil e contemplam áreas cruciais para a unidade.

Durante a visita, a governadora constatou que as intervenções na Emergência do Pronto-Socorro estão avançadas, enquanto os trabalhos de adequações no refeitório dos servidores e nos vestiários chegaram à metade. O Centro Obstétrico e as enfermarias da maternidade também estão em fase de reformas.

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Secretário de Saúde, Juracy Lacerda: “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade”

Durante a visita à unidade, o secretário Juracy Lacerda detalhou o avanço das obras e explicou como as intervenções físicas estão diretamente ligadas ao aumento da capacidade cirúrgica.

“Nós sabemos que a realidade dos hospitais são hospitais antigos e que precisam dessa revitalização até para trazer um ambiente mais seguro para os nossos servidores trabalharem e também um ambiente mais humanizado para a nossa população”, acrescentou.

O chefe da pasta destacou ainda que os resultados já são expressivos e a expectativa é de novo recorde este ano: “São essas ações que têm repercutido em um volume recorde de cirurgias aqui na saúde e esperamos que, neste ano, a gente ultrapasse muito esse recorde histórico da Secretaria de Saúde”.

O GDF planeja, ainda, aplicar mais R$ 1,8 milhão em novos investimentos na unidade hospitalar. Os recursos serão direcionados à recuperação do hall, das esquadrias e das enfermarias da Unidade de Queimados, à reforma do auditório e às adequações no Núcleo Regional de Atenção Domiciliar. Também estão previstas pinturas internas, a construção de um novo abrigo de resíduos e a implantação de uma Sala de Simulação, consolidando o compromisso com uma saúde pública mais eficiente, resolutiva e humanizada.

Fonte: Agência Brasília

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