Segundo o especialista, muitos tumores são descobertos durante exames de imagem realizados por outros motivos, antes mesmo de o paciente perceber qualquer alteração. “Quando o corpo começa a apresentar os sintomas, significa que o câncer já está em estado avançado”, explica.
Foi exatamente assim que Carolina (nome fictício, a pedido da entrevistada), de 62 anos, descobriu a doença. Sem histórico de problemas renais, ela não imaginava que os sintomas estivessem relacionados ao câncer. “Nunca tinha tido problemas no rim antes. Então, nem desconfiei. Comecei a sentir uma dor muito forte no abdômen e ter sangue na urina, então minhas filhas decidiram me trazer para o hospital”, relembra.
- 📱 Favorite o Giro 61 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
- ✅ Clique aqui para seguir o canal do Giro 61 no WhatsApp
A paciente está internada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), onde será submetida a um procedimento cirúrgico.
Além da detecção precoce, Guilherme Coaracy destaca a importância da prevenção. Tabagismo, sedentarismo, alimentação não balanceada e consumo de álcool estão entre os principais fatores de risco para a doença. A predisposição genética também merece atenção.Em pessoas com histórico familiar, a recomendação é manter acompanhamento médico periódico.
O principal tratamento para tumores malignos é a cirurgia. Entre 2024 e 2025, o HBDF realizou 122 procedimentos para tratamento de câncer de rim. “Quando se retira o nódulo, você garante que ele não evolua e nem se espalhe. Dependendo do tamanho e da localização, é preciso retirar todo o rim, e o paciente pode ou não precisar de diálise depois”, detalha.
Fonte: Agência Brasília



