Mais de 90 perfis de redes sociais que compartilharam vídeos do caso de estupro coletivo de dois menores de idade, que aconteceu em São Paulo no final de abril, foram removidos pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
A secretaria aponta que mesmo os perfis que divulgaram os vídeos com intenção de ajudar na solução do caso estavam cometendo crime, segundo o regulamento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A prática de divulgação de vídeos e imagens com conteúdo obsceno de crianças e adolescentes é punida com reclusão de 1 a 4 anos, além de multa. As buscas por perfis que compartilharam o vídeo ou parte dele prosseguem.
“Estamos investigando quem conhecia os envolvidos e divulgou o material bruto. Essas pessoas podem responder por divulgação de pedofilia, crime previsto no ECA”, disse o delegado titular, Júlio Geraldo.
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Estrupo coletivo
No dia 21 de abril, dois meninos, de 7 e 10 anos, foram aliciados por cinco homens para um imóvel no bairro Vila Jacuí, na Zona Leste da capital paulista. Os criminosos, um maior de idade e quatro adolescentes, convidaram os garotos para empinar pipa, mas, no local, decidiram cometer o crime. O ato foi gravado e divulgado nas redes sociais.
Três dias após os estupros, a irmã de um dos meninos reconheceu uma das vítimas nos vídeos e registrou a denúncia.
Os outros quatro adolescentes, entre 14 e 16 anos, confessaram o crime e foram encaminhados à Fundação Casa.
Casos de estupro de vulnerável
Segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública, o estado de São Paulo registrou 2.942 estupros de vulnerável de janeiro a março de 2026. Em comparação com o mesmo período no ano passado, são dez casos a mais.
Neste ano, também houve aumento mensal no número de casos. Em janeiro foram 892, em fevereiro 915, e em março houve um salto para 1.135.
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior
Fonte: Agência Brasil



