Transmitida pela picada de mosquitos e com graves riscos à saúde, inclusive podendo levar à morte, a malária é uma preocupação global. Por este motivo, em 2007, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu 25 de abril como o Dia Mundial da Luta Contra a Malária, data para ressaltar os esforços multinacionais para combater a doença.
Em 2025, a SES-DF investigou 110 casos prováveis de malária, somando 211 atendimentos de ocorrências suspeitas e o acompanhamento dos confirmados. São considerados suspeitos os casos com histórico de viagens para regiões onde há transmissão da doença e com calafrios, febre alta, dores de cabeça e musculares, aumento dos batimentos cardíacos e aumento do baço.
“Isso mostra a importância de o DF manter um serviço de atendimento especializado ininterrupto, mesmo sem haver transmissão local da doença”, complementa Bertollo.
Das 29 pessoas contaminadas, 19 eram residentes no Distrito Federal e dez eram moradores de outras áreas (três de Goiás, três do Amazonas, um do Pará, um do Acre, um do Paraná e um de Santa Catarina). Todos receberam o diagnóstico no DF.
Contaminação
A malária é causada pelos protozoários Plasmodium vivax, P. falciparum, P. malariae, P. ovale, P. knowlesi e P. simium. A transmissão ocorre por meio de picadas da fêmea do mosquito Anopheles (mais conhecidos como “carapanã”, “mosquito-prego” e “bicuda”).
Não há contaminação direta de pessoa a pessoa. Mas pode ocorrer infecção devido à transfusão sanguínea, compartilhamento de agulhas infectadas ou da gestante para o bebê.
Tratamento e recomendações
A rede de saúde da capital federal conta com uma equipe volante para atender casos suspeitos de malária, tanto na rede pública quanto na particular.
Após contato por meio dos telefones (61) 99145-6114 ou 99221-9439, se for uma ocorrência suspeita, a equipe realiza os testes. Confirmada a doença, é oferecido tratamento composto por fármacos antimaláricos ou terapias combinadas. Nesse período, os pacientes são acompanhados até a cura completa.
Fonte: Agência Brasília



