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Distrito Federal

UBS de Taguatinga fortalece acolhimento e orientação a famílias de crianças com autismo

Ultima atualização: 15 de abril de 2026 09:41
Por: Redação
Publicado: 15 de abril de 2026
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Na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Taguatinga, equipes multiprofissionais (e-Multi) e de Saúde da Família (eSF) vêm transformando a realidade de mães e responsáveis por crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Chamado Tealogando, o grupo, que iniciou as atividades em 2024, se reúne mensalmente para dialogar e compartilhar orientações voltadas ao cuidado integral das famílias.

Sueli Gomes levou o neto, Victor, para um encontro no Tealogando:“É muito importante que todas permaneçam para a gente estar unida e chegar aonde a gente quer chegar, que é lidar com o comportamento da criança com autismo” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF

Na terça-feira (14), a quinta turma do projeto teve o primeiro encontro. Sueli Gomes, de 62 anos, participou da atividade ao lado do neto, Victor, 11, e falou sobre a expectativa em relação ao acompanhamento: “Aqui no grupo a gente vai poder ficar mais informada, e espero que, com as outras reuniões, a gente possa adquirir experiências para lidar melhor com essa situação. É muito difícil para mim, e eu creio que esteja sendo mais difícil ainda para meu neto”.

“A UBS também serve de espaço para promoção, educação e acompanhamento em saúde”

Susy Mashuda, fonoaudióloga e facilitadora do grpuo Tealogando

Sueli conta que a família observou os primeiros sinais do TEA na infância de Victor, em comportamentos incomuns, como ficar se batendo. “Creio que o grupo vai ajudar muito as mãezinhas que estão perdidas e não estão sabendo dar conta”, disse. “É muito importante que todas [as mães] permaneçam para a gente estar unida e chegar aonde a gente quer chegar, que é lidar com o comportamento da criança com autismo”.

Espaço de convivência

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Uma das facilitadoras do grupo, a fonoaudióloga Suzy Mashuda lembra que a iniciativa surgiu a partir da demanda das próprias famílias por mais orientações sobre o transtorno. “A UBS também serve de espaço para promoção, educação e acompanhamento em saúde”, ressalta. “Elencamos vários temas, como comunicação, seletividade alimentar, medicação e fluxo da rede, e reunimos os pais e familiares”.

Antes mesmo do início dos encontros coletivos, os profissionais da equipe fazem anamnese — uma entrevista completa, abordando diversos aspectos que ajudam a identificar o perfil da pessoa entrevistada — de cada família, mapeando as principais necessidades e traçando um perfil de cada criança. A proposta é tornar o acompanhamento mais direcionado e efetivo. “O grupo serve como espaço para troca entre as mães, resgatando e fortalecendo essa rede de apoio; o pouco que a gente troca com elas já traz resultados muito significativos”, especifica.

Abril Azul

Em 2 de abril é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, uma data dedicada à ampliação do conhecimento sobre o transtorno, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão das pessoas com o TEA na sociedade. Caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social, além da presença de padrões de comportamentos repetitivos, o TEA já atinge cerca de 34,5 mil pessoas no Distrito Federal — número equivalente a 1,2% da população local, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2025, a rede de saúde pública do DF registrou 8.237 atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde, além de 134.987 procedimentos relacionados à TEA realizados na atenção especializada e na rede contratada.

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*Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte: Agência Brasília

TAG:Inclusão
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