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Distrito Federal

Apoio profissional auxilia mães a superar desafios da amamentação

Ultima atualização: 9 de maio de 2026 18:00
Por: Redação
Publicado: 9 de maio de 2026
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Os primeiros dias de amamentação costumam trazer dúvidas, inseguranças e adaptações, especialmente para mães de primeira viagem, que ainda estão conhecendo a rotina e os sinais do bebê. Nesse período, contar com orientação profissional pode fazer toda a diferença para tornar o processo mais seguro e tranquilo.

No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), esse suporte é oferecido por meio do Banco de Leite Humano (BLH), que acompanha as mães e presta assistência especializada em amamentação.

Foi em busca desse apoio que Nairana Almeida retornou ao HRSM com o filho, Isaac, de apenas 10 dias. Mãe de primeira viagem, ela conta que enfrentou dificuldades logo após o nascimento do bebê por não produzir leite imediatamente.

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“Ele estava tomando fórmula no copinho e eu fiquei triste porque queria muito amamentá-lo. Recebi alta, fui para casa e ainda não tinha leite. Mas depois, com as orientações que recebi aqui, tudo melhorou. Hoje já tenho leite e estou amamentando direitinho”, relata.

Pega correta e fatores individuais podem influenciar

Durante o retorno ao BLH, Nairana aproveitou para esclarecer dúvidas e acompanhar a evolução da maneira como o filho se posiciona e suga o peito durante a amamentação, método conhecido como “pega do bebê”. Ela também observou algumas dificuldades na sucção, que seguem em avaliação pela equipe multiprofissional.

No Hospital Regional de Santa Maria, profissionais auxiliam mães no período de amamentação | Foto: Divulgação/IgesDF

A pediatra Lorena Oliveira, que atendeu Isaac, explica que não existe uma única postura correta para amamentar. Segundo ela, a melhor forma será sempre aquela em que a mãe estiver confortável, desde que o bebê esteja bem alinhado, com a barriga voltada para a mãe, boca bem aberta, bochechas cheias durante a sucção e sem causar dor à lactante. “Se a mãe sente dor durante a amamentação, é sinal de que algo não está certo”, orienta.

A especialista ressalta que, além da técnica, outros fatores podem interferir no processo, como alterações anatômicas no mamilo, prematuridade, boca pequena do bebê ou freio lingual alterado, situações que podem dificultar a pega mesmo quando a posição está correta.

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Manejo adequado e atenção aos engasgos

Embora a produção abundante de leite seja positiva, o fluxo muito intenso também pode trazer desafios. Nesses casos, segundo a pediatra, o bebê pode ter dificuldade para acompanhar a saída do leite e acabar se engasgando.

“Orientamos que a mãe esvazie um pouco a mama antes da mamada e utilize posições em que o bebê fique mais elevado, o que ajuda no controle do fluxo”, recomenda.

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Caso o bebê se engasgue, mas continue tossindo e reagindo normalmente, a recomendação é apenas retirá-lo do peito e colocá-lo em posição ereta até que se reorganize.

Logo após a amamentação, recomenda-se manter o bebê com a cabeça mais elevada do que o tronco por alguns minutos. Embora popularmente conhecida como “posição de arroto”, a prática é indicada principalmente para favorecer o esvaziamento gástrico e reduzir episódios de refluxo.

“Não é necessariamente para o bebê arrotar. O objetivo é facilitar a digestão e evitar que o leite retorne”, afirma Lorena. “Esse cuidado pode ser mantido conforme a necessidade de cada criança, especialmente durante o primeiro ano de vida”, completa.

Fonte: Agência Brasília

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