Nas escolas públicas do Distrito Federal, há uma presença constante que nem sempre ganha visibilidade, mas impacta diretamente o dia a dia de estudantes em situação de vulnerabilidade: o educador social voluntário, que atua no acolhimento, na escuta e no acompanhamento desses alunos, aproximando escola, família e comunidade. O trabalho é lembrado em 28 de abril, data dedicada a esses educadores.
“Eles têm um papel fundamental na inclusão, no crescimento da criança e na comunicação com ela”
Virgínia de Souza, vice-diretora da Escola Classe SMU
Neste ano, uma mudança na carga horária ampliou a presença desses profissionais nas escolas. Eles passaram a cumprir cinco horas diárias junto aos estudantes — antes, eram quatro. “Essa uma hora a menos ficava muito difícil para a gente”, afirma Virgínia.
Levantamento do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgado em dezembro de 2024 mostra que a maioria dos educadores sociais voluntários é formada por mulheres, que representam 83,5% do total. Os homens correspondem a 14,8%. O estudo também aponta motivações e desafios da função no contexto da educação inclusiva.
Na prática, quem vive a experiência confirma os dados. Kátia Targino de Azevedo começou na função no início do ano letivo de 2025 e relata o impacto da atuação no próprio cotidiano: “Isso me motiva a me sentir viva”. O trabalho acompanha o estudante em diferentes momentos. Vai do apoio pedagógico a demandas básicas do dia a dia, como levar ao banheiro ou ajudar a controlar a ansiedade fora da sala. “Às vezes a criança precisa sair do ambiente de sala de aula, e é ele [o educador voluntário] que intermedia tudo isso”, resume Virgínia.
A atuação exige paciência, atenção e disposição. Em troca, constrói vínculos que fazem diferença na permanência e no desenvolvimento dos alunos dentro da escola.
*Com informações da Secretaria de Educação
Fonte: Agência Brasília



