Rival do Brasil na Copa, Haiti celebra a esperança em meio à crise

Rival do Brasil na Copa, Haiti celebra a esperança em meio à crise

Dentro das quatro linhas, o encontro entre Brasil e Haiti também celebra o futebol como instrumento de uma cultura de paz. Por anos, o Haiti foi um dos países onde a seleção brasileira mais conquistou fãs, que coloriam ruas e casas de verde-amarelo a cada Copa.

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Artilheiro da seleção haitiana,Duckens Nazon foi decisivo na classificação para a Copa do Mundo, ao anotar um hat-trick (três gols) no empate em 3 a 3 contra a Costa Rica, pelas eliminatórias- Reprodução Instagram/NAZON

Situação política no Haiti

Após uma revolução liderada por pessoas escravizadas, o Haiti conquistou a independência em 1804, fato que gera incômodo até os dias de hoje, a ponto de a própria Fifa vetar menção à revolta na camisa da seleção haitiana, que precisou substitui-la.

“A exigência da retirada da imagem, tanto pelo Comitê Olímpico Internacional [COI}, nos Jogos de Inverno, como agora, pela Fifa, está associada ao silenciamento da Revolução Haitiana que vem acontecendo há tempos”, explicou o historiador.

Léccas pontuou que isso não acontece com outros países e vê discriminação na decisão.

“Essas posições deixam claro quem pode ou não ter sua história lembrada”, disse, em referência à camisa dos Estados Unidos, com listras vermelhas, que são símbolo da independência do país sede do Mundial.

Mesmo depois de tanto tempo, segundo o historiador, uma revolução comandada por pessoas negras é uma ameaça ao poder econômico e um questionamento a hierarquias raciais.

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Fonte: Agência Brasil