Moradores do Distrito Federal contam com canais diretos para relatar problemas, atos de vandalismo e furtos que afetam a iluminação pública no DF. A colaboração da comunidade é essencial para que as equipes técnicas e as forças de segurança ajam com agilidade na preservação do patrimônio da capital.
H2 Canais de atendimento e emergência
Caso ocorra algum crime em andamento ou haja suspeitos próximos aos equipamentos, a recomendação principal é acionar a Polícia Militar imediatamente pelo telefone 190. Informações anônimas sobre os autores ou receptadores dos materiais levados podem ser repassadas à Polícia Civil por meio do número 197 ou pelo portal oficial da instituição. As autoridades reforçam que os cidadãos jamais devem tentar intervir por conta própria ou tocar em fios desencapados e estruturas danificadas.
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O presidente da CEB, Elie Chidiac, destaca a importância da aliança com a comunidade no combate a essas práticas criminosas. “É muito importante que a população seja nossa parceira no combate a esses crimes. Ao perceber qualquer movimentação suspeita ou um furto no momento da ocorrência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar, pelo 190, sem tentar intervir. Nenhum equipamento vale mais do que a segurança de uma pessoa. A denúncia é fundamental para impedir novos furtos e proteger a infraestrutura que atende toda a comunidade”, ressalta.
H3 Como solicitar manutenção e reparos
Para reportar falta de luz decorrente de danos estruturais, relatar falhas técnicas ou pedir serviços de manutenção, a companhia disponibiliza quatro vias diretas de atendimento:
* Telefone 155 (Central de Atendimento Gratuita) * Aplicativo para celular Ilumina DF * Site oficial brasilia.cidadeiluminada.com.br
No momento do registro, é obrigatório informar o endereço completo com ponto de referência e detalhar o problema. O envio de fotografias, desde que capturadas com total segurança, auxilia os técnicos na localização precisa do defeito. Após a abertura do chamado, o morador recebe um número de protocolo para monitorar o andamento.
“Nos casos em que o furto já aconteceu e comprometeu a iluminação pública, pedimos que o morador registre a ocorrência nos canais oficiais”, continua Chidiac. “Essas informações ajudam nossas equipes a identificar o problema e organizar o atendimento. Além disso, é essencial que a população faça registro de ocorrência na Polícia Civil, principalmente se tiverem imagens e informações que possam ajudar a identificar os criminosos. A ocorrência é feita on-line”, complementa o presidente da CEB IPes.
H2 Impacto financeiro e estatísticas dos crimes
Até setembro, o sistema registrou 164 interrupções de funcionamento provocadas pelo roubo de transformadores. As regiões mais afetadas foram Planaltina (53), Jardim Botânico (27), Lago Norte (26), Fercal (13) e Samambaia (11). Esses dados refletem os chamados atendidos pela empresa, variando o alcance conforme a infraestrutura e a extensão da área abastecida.
Além disso, o furto e o vandalismo atingem cabos, luminárias, postes e tampas de acesso. Neste ano, foram contabilizadas 598 ocorrências e impressionantes 117.470 metros de cabos danificados ou levados. Os custos estimados para repor os itens chegam a R$ 5,1 milhões, valor que desconsidera despesas com mão de obra e deslocamento das equipes.
H2 Medidas de prevenção e novas tecnologias
Para dificultar a ação dos criminosos, a companhia adota estratégias como a soldagem de tampas de acesso, a troca de fios de cobre por alumínio — material menos visado na revenda ilegal — e a substituição de postes de aço por braços de luz instalados diretamente na rede elétrica. Há também planos para enterrar cabos a maiores profundidades e integrar câmeras de postes ao programa DF 360.
O prazo de normalização varia conforme cada situação, exigindo alinhamento com a Neoenergia nos casos de transformadores. “Nos casos de furto de transformadores, que são de responsabilidade da Neoenergia, nosso papel é comunicar a ocorrência o mais rápido possível para agilizar o restabelecimento da energia. Já os furtos de cabos da iluminação pública, que representam um dos maiores prejuízos financeiros para a CEB IPes, exigem outras medidas. Temos substituído cabos de cobre por alumínio, que possuem menor valor comercial, além de reforçar a proteção dos postes e adotar soluções que dificultam a ação dos criminosos. Também estamos avançando no uso de novas tecnologias. A CEB se prepara para implantar luminárias com telegestão, capazes de identificar falhas e interrupções inesperadas na rede, permitindo uma resposta mais rápida a possíveis ações criminosas. Além disso, já adquirimos drones, com entrega prevista para os próximos dias, que serão utilizados em parceria com a Polícia Militar. Os equipamentos vão reforçar o monitoramento das regiões mais afetadas, ajudar na identificação de movimentações suspeitas e ampliar as possibilidades de atuação das forças de segurança em situações de flagrante”, explica o presidente da CEB Ipes.
Para Elie Chidiac, a participação da população é essencial para diminuir os prejuízos. “Existe uma diferença importante entre uma luminária que apresenta defeito e um trecho inteiro que fica sem iluminação. Quando encontramos pontos apagados de forma isolada ou intercalada, geralmente estamos diante de falhas comuns de manutenção. Mas, quando várias luminárias de uma mesma rua, quadra ou via expressa deixam de funcionar ao mesmo tempo, isso pode indicar um problema maior, como furto de cabos, furto de transformadores ou até o desligamento de um quadro de comando. Por isso, é muito importante que os moradores fiquem atentos e comuniquem essas situações pelos nossos canais de atendimento. Essa informação ajuda a identificar a origem do problema e agilizar a atuação das equipes. Nosso trabalho não se limita à recuperação dos equipamentos. Estamos investindo em prevenção, tecnologia e na parceria com as forças de segurança para reduzir os impactos desses crimes e garantir uma cidade cada vez mais iluminada e segura”, finaliza Chidiac.

