Todos os anos, milhares de vidas são salvas em todo o Brasil graças à doação de órgãos. No Distrito Federal, apenas em 2025, foram efetuados 820 transplantes, transformando a vida de pessoas que necessitavam urgentemente de um coração, rim, fígado, córneas e medula óssea.
“O transplante é o encontro silencioso entre a vida que parte e a vida que recomeça. É, sem dúvida, o momento mais emocionante da vida”
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Robério de Oliveira, presidente doInstituto Brasileiro de Transplantados
“Para quem precisa de um transplante, a notícia de que há um doador disponível representa tudo”, afirma o presidente do Instituto Brasileiro de Transplantados (IBTx), Robério de Oliveira. “É a esperança que volta a respirar, é a chance real de continuar vivendo, de estar com a família, de ter um futuro. O transplante é o encontro silencioso entre a vida que parte e a vida que recomeça. É, sem dúvida, o momento mais emocionante da vida.”
Daniela Salomão, diretora da Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal (CET-DF), afirma que a noção habitual de que haja uma “fila” de espera é equivocada. “O termo mais correto é ‘lista’, e isso não é só uma questão de nome, pois faz toda a diferença no entendimento do processo”, explica.
“É a partir da relação entre doador e receptor que o sistema identifica, a cada doação, quem são os pacientes com a melhor indicação para receber aquele órgão ou tecido específico”
Daniela Salomão, diretora daCentral Estadual de Transplantes do DF
Cada receptor é incluído na lista de transplantes do SNT após avaliação e indicação médica. Existem, no entanto, dois números associados à situação do paciente na lista — o cadastro técnico e a posição ativa.
A diretora do CET-DF esclarece essa divisão: “O cadastro técnico indica a posição que o receptor ocupava no instante de sua inclusão no sistema. Já a posição ativa mostra quem está, em um determinado momento, em condições clínicas de receber um órgão; portanto, tende a variar constantemente”.
“É importante entender, contudo, que esses números não funcionam como uma previsão de data da cirurgia. Não é possível prever quando o procedimento acontecerá, porque tudo depende de vários fatores simultâneos: surgir o doador, haver compatibilidade e uma boa condição clínica do paciente”.
A especialista relata ainda que, embora a lista de espera seja nacional, ao surgir um doador, os órgãos para transplante são inicialmente ofertados na própria região, com o objetivo de reduzir o período de isquemia (interrupção do fluxo sanguíneo no órgão), aumentar as chances de sucesso cirúrgico e diminuir a complexidade operacional de organizar todo o processo, que deve ser concluído no menor tempo possível.
*Com informações da Secretaria de Saúde
Fonte: Agência Brasília



