Justiça determina avaliação da estrutura da refinaria de Manguinhos no Rio

Refinaria de Manguinhos será avaliada para aproveitamento da estrutura

As instalações da antiga refinaria de Manguinhos, situadas na capital fluminense, serão submetidas a um rigoroso processo de averiguação técnica. O objetivo principal da medida é inventariar os maquinários e as edificações, além de estipular valores monetários e delinear caminhos para o uso econômico da área.

Determinação judicial e prazos

A ordem partiu da 5ª Vara Empresarial da Capital, que viabilizou a contratação de profissionais especializados para examinar o local. A falência da companhia havia sido decretada em 31 de agosto deste ano, tornando o levantamento indispensável para o andamento do caso, conforme avaliou o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira.

Sobre as limitações operacionais do espaço, o magistrado pontuou: “O complexo industrial tem características específicas e não pode ser aproveitado para outra finalidade que não seja a produção de combustíveis e atividades relacionadas.”

Expectativa de empregos e arrecadação

O juiz Arthur Magalhães também enfatizou a relevância de reativar o endereço. “A retomada de alguma atividade industrial poderá gerar empregos diretos e indiretos e permitir que o Estado e os demais credores recuperem parte dos valores devidos”, afirmou o magistrado.

Os peritos designados para a tarefa precisam iniciar os procedimentos em um prazo de dez dias, entregando um parecer preliminar nas quatro semanas seguintes.

Envolvimento institucional e propostas

Diferentes órgãos e entidades vão monitorar de perto as diligências técnicas. O governo estadual e o Instituto Combustível Legal (ICL) participam com especialistas próprios, enquanto a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) designou um representante para fiscalizar os trabalhos e inventariar os itens estocados nos tanques.

A determinação da Justiça abre caminho para análises aprofundadas acerca de uma sugestão apresentada pelo Instituto Combustível Legal. A ideia consiste em empregar provisoriamente o parque fabril como um centro de custódia para combustíveis apreendidos ou retidos por agentes estatais.

Contudo, o juiz esclareceu que o aval para a realização dos estudos técnicos não autoriza nenhuma entidade a ocupar ou gerir as dependências da refinaria de Manguinhos neste momento.