O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu o prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar a respeito do relatório que resultou no indiciamento de Daniel Vorcaro e de mais 14 investigados. O grupo é acusado de envolvimento em fraudes financeiras no Banco Regional de Brasília (BRB).
Relatoria e novos prazos Na condição de relator do caso Master, o magistrado concedeu o mesmo período para que o órgão ministerial também se posicione sobre a solicitação da Polícia Federal para prorrogar as apurações por mais 60 dias. A primeira fase da Operação Compliance Zero foi concluída recentemente pelos investigadores.
Investigação e prejuízos bilionários Conforme o documento da PF, o ex-banqueiro teve “participação pessoal, reiterada e diretiva” em negociações envolvendo carteiras de crédito irregulares do Banco Master que provocaram danos ao BRB. O rombo já calculado chega a aproximadamente R$ 2,7 bilhões, impulsionado em parte por ativos inexistentes ligados à Tirreno, empresa de fachada operada pelo Master. Atualmente, o investigado permanece detido no presídio da Papudinha, no Distrito Federal, após sua prisão em março.
- 📱 Favorite o Giro 61 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
- ✅ Clique aqui para seguir o canal do Giro 61 no WhatsApp
Posicionamento da defesa Após o avanço da apuração policial, os advogados de defesa contestaram o indiciamento de Daniel Vorcaro e argumentaram que a corporação repete argumentos anteriores sem apresentar inovações consistentes na investigação.
“O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo”, afirmou a defesa.

