Mendonça determina prazo para PGR analisar indiciamento de Vorcaro

Mendonça dá 15 dias para PGR analisar indiciamento de Vorcaro

O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal, determinou o prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste a respeito do indiciamento de Vorcaro e de mais 14 investigados. O grupo é apontado como responsável por fraudes financeiras que atingiram o Banco Regional de Brasília.

Próximos passos da investigação

Além de avaliar o documento produzido pelos investigadores, o relator do caso Master concedeu o mesmo período para o órgão ministerial emitir um parecer sobre a solicitação da corporação policial para estender o inquérito por mais 60 dias. Na semana passada, os investigadores concluíram o relatório parcial da primeira fase da Operação Compliance Zero.

Detalhes das fraudes no BRB

De acordo com relatório de indiciamentos, Vorcaro teve “participação pessoal, reiterada e diretiva” nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master que causam prejuízos ao BRB. Os prejuízos financeiros já calculados chegam à marca de aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Parte desse rombo foi gerada por meio de carteiras de créditos fictícias vinculadas à Tirreno, uma empresa de fachada controlada pelo Master que realizou transações com a instituição financeira brasiliense.

Situação jurídica e defesa

Atualmente preso no Distrito Federal após ser detido em março deste ano, o ex-banqueiro já negou irregularidades em depoimento, conforme apontam registros em que Daniel vorcaro nega fraude na pf e pede voto de confiança.

Após a conclusão parcial das investigações, a defesa do ex-banqueiro criticou o indiciamento promovido pela PF e disse que a corporação se “limita a repetir a mesma narrativa” e não conseguiu avançar nas investigações.

“O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo”, afirmou a defesa.